segunda-feira, 25 de abril de 2016

DíVIDA DA USIMINAS CRESCE 26% E VAI A R$ 5,7 BILHÕES

A dívida líquida da Usiminas cresceu 26% em um ano e atingiu, ao fim de março, R$ 5,692 bilhões. Em relação ao fim de dezembro, no entanto, houve uma leve queda de 3%.
Já a dívida bruta da siderúrgica mineira somava R$ 7,428 bilhões no primeiro trimestre do ano, alta de 4% na relação anual. Em relação ao quarto trimestre do ano passado houve um recuo de 6%. Essa queda, de acordo com informações que constam no relatório que acompanha o demonstrativo financeiro, é explicada pela valorização do real ante o dólar no intervalo analisado. Ainda segundo a empresa, dessa dívida, a 38,8% tem vencimento no curto prazo e 61,2% no longo prazo.
Ainda de acordo com o mesmo documento, em 2016 a Usiminas tem vencimentos de R$ 1,576 bilhão. Em 2017 o valor sobe para R$ 1,768 bilhão e vai a R$ 2,015 bilhões em 2018. Já em 2019 os vencimentos caem para R$ 1,009 bilhão e para R$ 861 milhões em 2020.
A Usiminas lembra que no início do ano "houve importantes avanços no processo de readequação do perfil da dívida da Usiminas em virtude do momento econômico e queda de consumo de aço". A empresa lembra que o seu Conselho de Administração aprovou um aumento de capital de R$ 1 bilhão, o que permitiu um acordo de standstill (congelamento da dívida) de 120 dias com seus credores. Assim, segundo a Usiminas, poderá ser renegociada "sua dívida para um perfil de vencimento e índices financeiros (covenants financeiros) mais adequados".
No final do ano passado, momento em que os covenants foram observados, a alavancagem estava em cerca de 20 vezes, o que significava que a empresa precisaria de 20 anos de geração de caixa para pagar sua dívida atual.
No primeiro trimestre deste ano, no entanto, não é possível o cálculo desse indicador, visto que o Ebitda ajustado dos últimos doze meses é negativo em R$ 36 milhões. Na prática, com esse retrato, a empresa seria incapaz de pagar sua dívida. No primeiro trimestre deste ano a companhia, no entanto, conseguiu reverter dois trimestres consecutivos de Ebitda negativo.

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