Após acertar a compra da fatia da Vale na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), a alemã Thyssenkrupp quer retomar o processo de venda da unidade.
Segundo o presidente da Thyssenkrupp América do Sul, Michael Hollermann, um dos objetivos da transação com a Vale foi limpar pontos chaves do acordo de acionistas para facilitar a venda total ou parcial da usina. O executivo afirmou que a relação entre Thyssen e Vale era “complexa” e que foi um “obstáculo adicional” para a venda da CSA há pouco mais de dois anos, quando a alemã tentou se desfazer da siderúrgica pela primeira vez.
A Thyssen considera ainda fazer uma parceria para integrar a CSA a outra siderúrgica, a exemplo do que foi feito com a belgo-indiana Arcelor Mittal e a japonesa Nippon Steel, que compraram uma unidade de laminação da Thyssen no Alabama (EUA), em 2013.
A CSA tem contrato de fornecimento de 2 milhões de placas de aço por ano para essa unidade, o que representa 40% da capacidade produtiva da usina. O contrato vai até 2019 e está assegurando a sobrevivência da empresa nesse momento de crise na siderurgia no Brasil e no mundo.
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