A KPMG, empresa responsável por auditar o balanço financeiro da Usiminas, colocou em dúvida a continuidade das operações da empresa e a viabilidade de a companhia executar seu plano de reestruturação, que inclui aumento de capital, rolagem de dívida, acesso a caixa de empresas controladas e venda de ativos. Para a multinacional do setor de auditoria e consultoria, existe “dúvida significativa” sobre o futuro da fabricante de aços instalada em Ipatinga, no Vale do Aço.
A declaração da KPMG veio no balanço do ano de 2015, publicado nessa quinta-feira (18). A auditoria mencionou excesso de passivos sobre os ativos para concluir que “essas condições, bem como o risco de não concretização do plano descrito indica a existência de incerteza material que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da Companhia”.
A Usiminas publicou seu balanço financeiro de 2015 na quinta-feira (18) e revelou prejuízo de R$ 3,6 bilhões – o pior resultado da história da companhia, que este ano completa 60 anos. Na unidade do Vale do Aço a siderúrgica emprega 6,5 mil pessoas.
A dívida da Usiminas que vence este ano é seis vezes maior que a disponibilidade de caixa da siderúrgica mineira. As possibilidades de captação de recursos no mercado, com ofertas públicas de ações, por exemplo, são travadas por uma crise interna entre seus dois maiores acionistas – os japoneses da Nippon Steel, e o grupo argentino de capital italiano, Ternium/Techint. Qualquer decisão estratégica precisa de consenso no Conselho de Administração da empresa.
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