A Nippon Steel, um dos principais acionistas da siderúrgica Usiminas, sofreu um revés na Justiça de Minas Gerais, onde tinha conseguido reverter decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que dias antes determinara a posse de conselheiros independentes para a companhia indicados pela CSN, sócia minoritária.
Nesta segunda (16), a juíza Patricia Santos Firmo obrigou a Usiminas a cumprir a decisão do Cade. Na decisão, a magistrada afirmou ter sido "induzida a erro" por um e-mail que sugeria, à primeira vista, falta de independência do futuro conselheiro Gesner Oliveira.
Em sua ação, a Nippon tinha dito que o conselheiro estaria atuando supostamente em nome da CSN junto à Usiminas. Apresentou, como evidência, imagens de um e-mail entre uma pessoa próxima a Oliveira e o advogado da CSN, Daniel Douek.
A mensagem, contudo, omitiu os destinatários em cópia, transmitindo a impressão de que Oliveira estava atuando na surdina pela CSN.
Para explicar a omissão, os advogados da Nippon disseram que "houve um erro técnico" na captura da imagem da mensagem, que deixou fora "acidentalmente" os destinatários.
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