quarta-feira, 9 de março de 2016

NIPPON STEEL VAI PROPOR APORTE DE R$ 1 BILHÃO NA USIMINAS

O grupo Nippon Steel vai propor na reunião do Conselho de Administração da Usiminas um aumento de capital de cerca de R$ 1 bilhão na siderúrgica brasileira e está disposto a bancar sozinho a injeção de recursos caso outros sócios não queiram participar da operação, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto nesta terça-feira (8), de acordo com a agência Reuters.
O objetivo da Nippon, que divide o controle da Usiminas com o grupo ítalo-argentino Techint, é que a aprovação do aumento de capital pelo Conselho da companhia ajude a convencer bancos credores a aceitarem carência no vencimento de dívidas de curto prazo que ameaçam a solvência da empresa brasileira. A reunião do Conselho de Administração da Usiminas está marcada para a sexta-feira.
A expectativa do grupo japonês é que a injeção de recursos via aumento de capital possa ocorrer três meses após o Conselho da Usiminas aprovar a operação, considerada pela Nippon como única saída para evitar que a siderúrgica brasileira seja obrigada a fazer um pedido de recuperação judicial, disse a fonte que pediu para não ser identificada.
Nippon e Techint, que atua na Usiminas por meio da controlada Ternium, têm travado há meses uma dura disputa em torno do controle da gestão da siderúrgica brasileira. Uma decisão sobre o aumento de capital deveria ter sido tomada em meados de fevereiro, mas o Conselho da Usiminas acabou adiando a votação sobre o assunto para a sexta-feira, em meio a discordâncias dos grupos sobre a forma e o valor da injeção de capital.
Segundo a fonte, não está descartada uma eventual aprovação do aumento de capital mesmo sem o consenso de todos os sócios, apesar da regra definida no acordo de acionistas de necessidade de aprovação por todos os membros do grupo de controle. Com isso, a questão pode acabar na Justiça.
"O aumento de capital é o único caminho para salvar a empresa. Não aceitar isso é ir contra o dever fiduciário dos conselheiros (...) Conselheiros e o Conselho podem ser acionados judicialmente por não atentarem a isso", afirmou a fonte. "É uma questão de proteger o acordo de acionistas ou proteger a empresa?", questionou a fonte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário